sexta-feira, 1 de abril de 2011

4ª Oração Fim-de-Semana

SALMO: DIZ-ME, JESUS, O TEU NOME
(rezado a dois coros)
Diz-me, Jesus, o teu Nome verdadeiro,
Para que eu Te alcance de uma vez para sempre;
Diz-me Tu não por palavras,
eu que Te procuro cada dia sem alento.
Hás-de ser Tu quem mo dirás, Tu que vens sempre.
Tu, minha alegria, minha dor, meu desejo sem descanso,
minha chaga mais íntima, meu destino inevitável e desejado;
Minha meta e meu fundamento.
Tu minha necessidade e meu desejo, meu prémio,
Parte da minha herança; a vida por quem vivo e meu caminho,
minha fé e minha confiança.
Minha força, meu rochedo, meu refugio e defesa;
sentido da minha história.
Referência única do que sou e faço; meu Amigo,
Luz que vêem os meus olhos,
Coração com que amo o mundo e a sua miséria.
Esperança de Te ver nos meus irmãos.
Diz-me, por fim, o teu Nome desejado;
Porque repito mil nomes e nunca é o teu inteiramente.
Diz-me o teu Nome verdadeiro, Ser do meu ser,
Que eu quero dizê-l’O e não encontro as palavras certas.
São poucas e vazias.
Diz-me Tu o teu Nome, que faz falta aos que sofrem
aos vencidos, aos que estão sozinhos,
aos que não podem mais nem vêem saída,
aos que não sabem sequer que precisam de Ti;
aos cansados e os que vivem angustiados.
Diz-me o teu Nome: não há outro Nome como o Teu
que valha a pena e dê a Vida que nos salva.
Diz-me o teu Nome para que o diga, o repita e o grite bem alto.
Diz-me, o teu Nome, que tudo transforma e nos transforme a nós
Diz-me, Senhor, o teu Nome. Peço-Te.
Ou, faz-me a mim, se Tu quiseres,
o teu Nome, sem palavras, repetido.

- ORAÇÃO DO POBRE -
Podemos repetir a frase que mais nos tocou
LEITURA: Mt 16, 15 SS
Chegando Jesus ao território de Cesareia de Filipe, perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. Disseram: “Uns afirmam que é João Baptista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”. Então perguntou-lhes: “ E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Simão Pedro respondendo disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, mas o Meu Pai que está nos céus”.

- SILÊNCIO -
Trazer à memória é deixar que aquelas experiências de Encontro e intimidade com Jesus Cristo e com as doentes, voltem a acontecer. Mais que tornar presente, mais que recordar é abrir-me de novo ao Encontro, para que de novo a Sua Palavra feita vida em mim, me volte a transformar.
Trago à memória o que deixou marca, a doente que me deixou a pensar, a partilha que me fez ficar a dar voltas... aquela conversa que tive... as actividades a que fui…, as reuniões de grupo de partilha... tanta vida que recebi... tanta graça que o Senhor fez transbordar em mim... tanto Encontro fruto de tantos pequenos encontros que me foram revelando o Seu Nome...
- ORAÇÃO PARTILHADA -
Cada um à medida que partilha um pouco do que foi o seu dia, o que sentiu, o que mais o marcou vai colocando a sua peça do puzzle até formarmos, entre todos, o Rosto de Cristo que nos foi revelado ao longo deste dia pelas doentes!
ORAÇÃO FINAL:
(rezada por todos)
Senhor Jesus, Dono e Amigo da Vida,
Alento de tudo quanto respira,
Tu que amas tudo o que criaste,
pois se assim não fosse nada podia existir,
Aumenta em mim o desejo de conhecer o teu Rosto verdadeiro,
Aumenta em mim a audácia de pronunciar o teu Nome cada dia,
Diz-me quem Tu és, pois eu sei , Senhor Jesus,
que a Tua imagem sobre mim bastará para mudar-me.
Amén.
CÂNTICO: Nas tuas mãos
Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos, Teus caminhos
Para que queira fazer só o que for a Tua vontade

3ª Oração do Fim-de-Semana

Discernimento pessoal: Onde poderei amar mais?


Amar o próximo
 Ir ao encontro
 Abertura
 Atenção
 Ver
 Aproximar-se
 Transformar o centro de interesse da minha vida: os outros – O outro
 Gratuidade
 Sofrer com
 Tempo
 Responsabilizar-se
 Levar dentro

Proximidade apaixonadamente compadecida
Na história, Jesus põe o assento na disposição do nosso coração para se comover e fazer-se próximo … Não há próximos preestabelecidos. O importante é que eu me faça próximo/a, de quem precisa. É uma questão minha, do meu coração, não do exterior … fazer-se próximo, é comprometer-se com a vida, não um simples impulso do momento: o samaritano socorreu no momento, impediu que a vítima morresse ali abandonada, mas não se ficou por ali: providenciou tudo, até ao mais pequeno pormenor… Fazer-se próximo é amparar a vida, levá-la dentro de si … É uma acção pontual. Exige tempo, não é uma mera satisfação egoísta de ter feito alguma coisa. Isto só se consegue a partir do coração … da compaixão.
É meter-se dentro com gestos e coisas simples e acessíveis no momento, reparemos nos verbos: “ chegou perto dele, viu, teve compaixão, aproximou-se, fez-lhe o curativo, derramou azeite e vinho nas feridas, colocou-o no seu animal, levou-o …” mas é também a solicitude para o depois, “ que seja bem tratado”, o que supõe tempo, que ele voltará para ver se assim foi e para pagar a conta. Não descarrega em outros a sua preocupação e responsabilidade, assume-as em primeira pessoa.
Para isto é preciso uma proximidade apaixonadamente compadecida. O desafio é entrar em acção, dando a prioridade ao sofredor, seja ele qual for. Quando nos comovemos profundamente, até as coisas mais simples, se tornam providenciais como azeite e o vinho da viagem … O amor é criativo.







Breve oração pessoal:

 Quais as atitudes do fazer-se próximo, que normalmente me são mais fáceis de ter? Porquê ?
 Quais as atitudes do fazer-se próximo que normalmente me são mais difíceis de ter? Porquê ?
 Hoje escolho uma das que me são fáceis para a cultivar e outra que me seja difícil para a exercitar. (E tento executá-las quando estiver na unidade!)
 Peço ao Senhor a graça de um coração capaz de uma proximidade apaixonadamente compadecida.

2ª Oração do Fim-de-Semana

S.Paulo na carta aos Gálatas 5,13 diz-nos: “Que o amor vos leve ao serviço dos outros”.
Na medida em que nos fazemos contemplativos da acção de Deus em cada pessoa e em cada acontecimento, descobriremos Deus como servidor da vida e liberdade. Daí nascerá a nossa adoração perante o Seu amor desconcertante e a nossa colaboração serviçal.
A adoração e o serviço não são mais do que diferentes momentos dessa mesma entrega. O Deus que é adorado não é somente O contemplado como fascinante na sabedoria da criação, mas também aquele que mostrou ser servidor aceite e rejeitado na História.
O Deus que servimos é o que reconhecemos como o Rei do Universo em Jesus glorioso, situado no horizonte da História onde todo o projecto conflui, mas também em Jesus massacrado pelo capricho e o medo de um governador do Império.
A adoração despoja o serviço de toda a pretensão egoísta. O serviço purifica a adoração de toda a evasão da História. Na adoração afundamo-nos num oceano de silêncio sem margens. No serviço damos a vida até na mais pequena necessidade de um irmão. Todo o ser se sente unificado a esse “só ao Senhor teu Deus adorarás e servirás”.
Mas a experiência de adoração só é possível e verdadeira quando se faz ao mesmo tempo a entrega no serviço. Deus, na História, é o servidor que varre o lixo da casa procurando a moeda perdida, que leva a ovelha extraviada até ao resto do rebanho ou, de avental, põe a mesa aos seus criados enquanto chega cansado a meio da noite.
- SILÊNCIO -
SALMO:
Contigo, Senhor Jesus, é-se grande no coração e no amor
quando se está disponível para servir.
Ser servidor é difícil.
É por isso que venho até Ti
para aprender a servir o perdão em vez da vingança
o sorriso em vez da cólera,
a amizade em vez da maldade,
a alegria em vez do mau-humor.
Ser servidor é difícil.
É por isso que Te contemplo, Senhor Jesus,
que deste tudo a fim de servir a felicidade ao mundo inteiro.
Contigo, Senhor Jesus, é sempre o contrário!
O maior não é aquele que manda,
o maior não é aquele que conhece todas as respostas,
o maior não é aquele que recebe cumprimentos de todos,
o maior não é aquele que possui ouro e prata,
o maior não é aquele que é mais forte,
o que grita e mete medo.
Contigo, Senhor Jesus,
o maior é aquele que serve.

- REFLEXÃO PESSOAL -
Actividade: Post-it – “O que gostavas de dar hoje às pessoas que vais encontrar?” , “O que precisas para te entregares a esta missão?”, “Como posso ser servidor dos outros?”
Terminamos a nossa oração rezando o Pai Nosso.

1ª Oração do Fim-de-Semana

Cântico: Entrega

Oração:
“ Não permitas nunca que alguém venha até ti
E que ao partir
Não vá melhor e mais contente...
Sê a expressão da Bondade de Deus,
Bondade no teu rosto e nos teus olhos,
No teu sorriso e na tua saudação.
Às crianças e aos mais pobres
A todos os que sofrem
Na carne e no espírito
Oferece sempre um sorriso de alegria
Não lhes dês só a tua atenção
Dá-lhes também o teu coração.”

Madre Teresa de Calcutá

Oração do pobre: Torna a ler o texto e reflecte na frase ou palavra que te chamou a atenção, depois pronuncia-a em voz alta. (Podes também partilhar um pouco sobre o filme caso desejes)

Este fim-de-semana é uma oportunidade para te despojares e te entregares ao outro. É também, para muitos, uma nova experiência o que exige um esforço ainda maior. Por isso, vamos aproveitar para pedir ao Senhor que nos ajude, nesta tarefa, nem sempre fácil que é a entrega incondicional.

Vamos agora receber a nossa missão para este fim-de-semana! No centro do oratório estão uns cartões com os nomes das unidades da Casa de Saúde onde iremos descobrir o valor do amor e do serviço.
Cada um pode agora, lentamente, levantar-se e recolher um cartão …
Estão agora perante o nome da unidade onde passarão grande parte do vosso tempo, no decorrer deste fim-de-semana, aceitem-no como uma missão …
Pai Nosso …

Cântico final: Entrega