Oração:
Cristo não tem mãos
Tem somente as nossa mãos
Para realizar hoje o Seu trabalho
Cristo não tem pés
Tem somente os nossos pés
Para guiar os homens
Ao longo dos Seus caminhos
Cristo não tem lábios
Tem somente os nossos lábios
Para narrar aos homens de hoje
Algo de si
Cristo não tem meios
Só tem a nossa ajuda
Para nos conduzir ao Seu contorno
Nós somos a única Bíblia
Que os povos ainda lêem
Nós somos a única mensagem de Deus
Escrita em obras e palavras
(oração do séc. XIV)
O amor reveste-se de tantas e inúmeras formas, todas genuínas e todas capazes de tecer dobraduras na existência do homem. Dobrar-se sobre si mesmo talvez seja intenso e sempre oportuno, mas provavelmente dobrar-se sobre o outro, em atenções e afectos, seja mais que um esforço na direcção de solucionar os enigmas da vida. Dobrar-se sobre o outro, o que parece tarefa fácil, torna-se, em tantos momentos, um mistério.
Isto acontece com os frágeis origamis, eles são um exemplo do que vivemos aqui ao longo deste fim-de-semana. A nossa relação inicial com as doentes é semelhante às folhas de papel, uma vez que não diríamos que estas se iam tornar uma “peça imprescindível” no nosso origami, na nossa vida.
Desta forma, e porque a nossa relação com as doentes completou o “nosso origami”, no tempo que teremos de despedida das unidades a seguir à oração iremos entregar um origami à doente que mais nos marcou.
O origami possui a forma de flor, uma vez que todos nós, nas nossas relações, inclusive com as doentes, possuímos fases más (onde a flor murcha) e fases boas (onde a flor floresce).
-SILÊNCIO- (Música de Fundo)
Agora, lentamente cada um pode levantar-se e ir ao centro do oratório recolher um origami, aproveitando também para se ir lembrando e agradecendo a Deus a vida da doente que escolheu.
Oração Final:
”Nunca desistamos de fazer o bem, por mais pequenas que sejam as nossas acções, com o pensamento posto em fazer outras maiores noutra altura” Santo Inácio de Loiola
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